Sexta-feira 13: Um Dia Normal

Muitos temem a Sexta-feira 13. Para mim ela não é muito diferente da quinta-feira 12, por exemplo.

Talvez tenha chegado o momento de desbravar novamente outras madrugadas. Mas jamais abrir mão das ruas silenciosas e misteriosas de Itaúna. Quando ao avançar madrugada adentro trombo com as mais diversas figuras que marcam os meus dias de maneira que o Tempo até inveja.

Hoje a noite foi de solidificação de planos, que incluem um pouco mais de ousadia e um pouco menos de desespero e acomodação. Hoje a noite foi curta, mas as certezas se mantiveram firmes como uma barra de aço cravada na rocha.

Alguns amigos noite adentro. Alguma loucura e muito rock n’ roll. A começar pela seleção de discos que acompanharam minha noite: “No Prayer for the Dying” e “Iron Maiden”, do IRON. UP THE IRONS! Depois desses uma coletânea que tinha no cardápio: Ronnie James Dio, Body Count, Pantera, Slipknot, Tito & Tarantula, Doors e Motörhead. Nada como lubrificar as redes do cérebro com o mais refinado rock.

Um amigo maluco encontrado na rua. Um breve trago de absurdo e uma realidade ao som desses caras que falei. Haja força de vontade para não se deixar levar totalmente e acabar cometendo alguma burrice.

Depois, no mais tardar das minhas preces aos lordes da loucura, rasgo, mais uma vez as veias da cidade. Ao som agressivo de guitarras e vocais monstruosos. Ouvia Cradle of Filth, e suas regravações de Fear of the Dark e Hallowed be thy Name (ambas do velho Iron).

Bião no posto. Sinal de um relance de boa sorte. Sexta-feira 13, emplacada em todos os encontros, em todos os desencontros, em todos os momentos, em todos os lamentos. Bião guarda mistérios em seu olhar de vários tons. Mas Bião é gente fina, amiga das madrugadas, andarilha. Um abraço perfumado e poucas palavras. Cada qual partindo pra sua loucura. E eu fui mesmo.

Retornando da Inquisição, um pouco de baderna nas conversas e apetite desenfreado. Macarrão da madrugada. O velho e bom Rominho. Salvador das minhas madrugadas. Papo foi breve, mas acompanhado de boas gargalhads. E é isso que conta: gargalhar.

Depois o trio: Gilson, Jean e Pedro. Mais conversa. Mais conversa. Mais risadas. Mais bons momentos. E pensar que tudo isso pode, finalmente [eu quero acreditar nisso], ser sinal de bons ventos.

E foi pensando nisso que caminhei de volta pra casa e naufraguei nesse relato.

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One Response to “Sexta-feira 13: Um Dia Normal”

  1. “Sinal de um relance de boa sorte”..
    Vamos topar mais vezes então..
    sorte é sempre bem-vinda… assim como seus elogios, pedrão enrolado!
    Também quero participar das andanças e maluquices!! Pra não ficar só no “abraço perfumado e poucas palavras”… abraçooooooo seu doido!

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