:: Sob o Luar ::

“Sob o luar tudo pode acontecer…
Homens virão lobos ao anoitecer…
Sob o luar tudo é poesia…
A minha bela eu vi hoje pela rua…
E tudo seria mais belo que fantasia…
Se dela eu arrancasse um beijo sob o silêncio da lua!”

Vou-me para a rua… Vou-me para os ermos da minha loucura… Ah… Como eu queria estar sob o manto dos carinhos dessa minha musa… Ah… Como eu queria que um beijo apenas pusesse fim à essa tortura…

Chega de verso…

Durante anos fui escravo desse vício que me estuprou a alma, arrancou de minhas lágrimas vazios imensos que apenas a desolação do ódio e do desespero puderam preencher… Quisera eu que os tempos fossem outros e quisera eu ter a capacidade de tornar-me amável tanto quanto eu quero amar. Mas estes talvez sejam lamentos de uma caminhada sem sentido que durou toda a tarde e um avanço da noite. Talvez a solidão tenha aberto (ou re-aberto) feridas que me fazem pensar assim.

É melhor eu ir para a rua… É melhor eu caminhar…

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2 Responses to “:: Sob o Luar ::”

  1. “Ah… Como eu queria que um beijo apenas pusesse fim à essa tortura…”

    Quem nos dera não é meu amigo!?
    Até para os não-poetas como eu isso é um desejo que seca a garganta…
    Mas como você mesmo disse: “Sob o luar, tudo pode acontecer..”

    Abraço

  2. “quisera eu ter a capacidade de tornar-me amável tanto quanto eu quero amar.”

    pondere…
    não exija do outro o que você não pode oferecer…
    não duvide de si mesmo…
    não duvide das suas possibilidades de oferta!

    não escute todos os nãos!

    🙂

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