O Império das Sombras

Jograis de manchas negras espalhadas pelo chão. Formas embrutecidas pela nossa própria percepção. Invenções das lendas infantis que tomam vida e vagueiam quando a escuridão arrasta seu manto frio por sobre nós.

Que mistérios escondem os movimentos do luar?

Já errei demais pelas ruas da madrugada. Já caminhei solitário e acompanhado. Já visitei o Louco e o Diabo. Já joguei dados e brinquei com a sorte. Já gargalhei e duelei a morte. Já urrei e sussurrei por onde passei. Já amei e odiei quem beijei.

Tudo sob o manto das sombras. Tudo sob a tutela da minha musa selvagem e misteriosa. Tudo sob as preces pecaminosas da lua sedutora e saborosa.

Vejo que o tempo escorre por entre meus dedos. Vejo que o tempo escreve sua própria jornada. E, acompanhado pelo tempo, arrasto meus dias vagando errante em verso insano e pueril, adoentado pela solidão, acometido de máculas da escuridão, em busca da minha bela rosa amada.

Incauto… sim! Insando… Sim! Imprudente… Jamais!
Eis que eu jogo o jogo dos deuses e dos loucos imortais.
Eis que nas palavras eu implodo em épicos temporais!
Sempre lutando só a guerra de tempos imemoriais…

Sedento de sentimentos…
Náufrago em ilusões…
Cultuador de todos os momentos…
Questionador das tradições…

Resto e verso…
É o que sou!
Verso e resto…
É o que me restou!

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One Response to “O Império das Sombras”

  1. “O ego intercalado por ele mesmo,
    procura sem menos sofrimento,
    se poupar da condição de sofredor.”

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