Verso Furacão

Há apenas o penhasco…
O horizonte escarlate…
O passado obscuro logo atrás de mim…
Rasgado em páginas de sangue…
Que voam no vale das sombras…

Há apenas o penhasco…
Temporal logo à frente…
A orquestra do silêncio…
E meu caminhar decadente…

Frente a queda tudo deixou de ser…
Nada mais faz sentido…
Nada, na verdade, nunca fez…

Sem a venda nos olhos…
Não há medo no meu olhar…
Sem tremores nas pernas…
Não há mais medo de sonhar…

Mais uma vez um mergulho para dentro…
Carcaças de um 2008 assustado…
Andrajos de um sonhador envenenado…

Qual o mistério naquela profunda escuridão?
Onde as sombras são lembranças…
E a queda é mera ilusão.

Qual o mistério naquela profunda escuridão?
Onde os ventos se encontram…
E nasce minh’alma, verso furacão!

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