Mente Labirinto

Sou agora o centro de minha intensidão…
Andarilho dos sonhos, feito de fúria e paixão…
Rebelde entre as convicções… Alucinado…
Perdido, coberto de minhas próprias razões…
Acomodado nas minhas memórias, minhas ilusões…
Enfraquecido pela minha indimensão…
Sustentado pela minha própria rebelião…

Envolvido pelo absurdo…
Atacado pela inércia doentia…
Sou agora, em absoluto, o estado da minha motivação…
Flâmula tardia, um último estalo de luz ante a combustão…
Incoerente no cerne de tudo, imerso em lamentações…

Nas minhas veias corre loucura…
Estado máximo da minha mente…
Sou agora o que não fui minha vida inteira…
Antes não haviam reflexos… Sem interpretações…
Tudo era mais forte, tudo era mais vasto…

Eu era também o centro de minha imensidão…
Forte… vasto… estado bruto da realidade…
Fonte das mais maravilhosas projeções…

Hoje num reflexo de vago sussurro…
Rabisco minha loucura primal…
Resquícios das minhas ambições…

Minhas forças…
Minha vontade primal…
Selvageria nos versos…
Perdição no mundo real…

Observador atrevido dessa vastidão…
Mente labirinto em que me atrevo…
Pelas linhas tortas da escuridão…

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