Marca de 2010

Fio sublime de ardor nas minhas veias…
Cor de sangue nos lábios e de morte no olhar…
Temo pelos que me despertam…
Temo pelos que pararam de sonhar…

Anseios perdidos e desesperança…
Filhos fugidos perdidos na matança…
Não há causas para todas as batalhas…
Mas deve haver para as que nos absorvem…
E nos encerram em única fria mortalha…

Entre os selvagens a reina selvageria…
Entre os estranhos a dúvida permeia…
Entre os sonhadores desperta a alegria…
Em seus sorrisos a batalha que se anseia…

Queimam as almas dos mortos…
Choram as carnes dos vivos…
Desastres que marcam meus dias…
Gritos de horror em desesperada agonia…

Sinto os que perdem nas terras pobres de além mar…
Sinto a vida que é tomada de seus olhos irmãos…
Vejo na dor pilares ígneos de insana reflexão…
Nas sombras da minha loucura maldita…
Nosso mundo que não existe mais…
Meu, dos meus irmãos, dos meus pais…

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