Vômitos & Buffets

A paciência no fio de uma navalha dá uma breve idéia da tempestade que se aproxima, convocada pelos meus versos de horror, potencializada pelas minhas preces promíscuas e vazias.

Resquícios de fé para os que perdem seu tempo com tais imprecisões imorais. Restos de força para aqueles que realmente crêem que armas e fogo farão alguma diferença.

Sangue na calçada, na beira dos olhos, no canto da boca, por entre as multidões. Lâmina de ódio via verso voraz em urros de horror e violência nos corações.

Minhas sensações e impressões sentimento afora, por entre os labirintos da minha alma fria e cruel.

Na desolação das suas dores eu lamento que sejam tão poucas as verdades sobre o céu. Talvez o impacto mais impressionante seja aquele que se pode calcular, ante as projeções do homem como deus de seu próprio tempo, ante as expressões de fúria incontrolável mantidas em sigilo nas gargalhadas que arrisco nas sombras.

Ando pelas ruas, cigarro na mão, medos à frente, demônios ao redor. São apenas vultos de meus pensamentos e concepções sobre a desgraça do mundo cinzento, sobre a fantasia de sonhos realizados.

Sonhos, tal qual são, ficam na abstração, no intocável, no inalcançável, na margem escura do rio.

Por entre as margens estaremos nós, demônios da madrugada, espalhando os dissabores da ilusão, sob o manto escuro da lua pálida e seu toque apavorantemente frio.

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