Reflexões

Toda reflexão presume um estado de ciência sobre o mundo, a realidade, o tempo, as coisas. As coisas do jeito que estão, que são.

Toda reflexão espera um resultado. Toda reflexão deixa os olhos cansados, encurralados nas promessas de que tudo possa ficar melhor.

Gastam nossa força, nossas defesas, nossa estranha mania de erguer muralhas para o fim dos tempos. Reflexões escondem nossa hipocrisia e fazem explodir um senso de praticidade onipresente, quando as soluções tornam-se elementos da própria questão.

Somos ludibriados pelas mentiras que contamos para nós mesmos, quando acreditamos que as coisas vão se resolver. Quando acreditamos que faz parte dos ciclos do tempo o cumprimento de nossas tolas vontades.

São nos vastos campos das reflexões que respiramos a verdade e vomitamos a realidade. Crua como carne em sangue, esmagadora como a morte nas mãos, aterradora como um reflexo em lâmina d’água.

Somos os mais pueris elementos de toda uma equação. Quem se atreve a ignorar o alto preço de nossa situação? Ignoremos nossos males perpetuados, sejamos mais fortes que os pilares de nossas verdades, de nossas loucuras.

Reflitamos! É preciso! É elementar… primordial… essencial! Sonhemos! É o que nos resta.

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