Nas linhas de Wilde

Viver ou Existir?

Sem razões aparentes as coisas seguem seus próprios traçados. Nada de verdades projetadas, nem teorias de conspiração. Apenas o silêncio consentido daqueles que conseguem seguir as sutilezas das ações. Marcas sem passado, sem presente, sem futuro… estalos absurdos do acaso, sem sujeito ou predicado.

Diz Wilde que a maioria das pessoas apenas existe, poucas realmente vivem. De fato… Existir é um passo cego em direção ao infinito. Existir… materializar vontades alheias e dar vida ao custo da própria essência. Enfraquecer a vontade, fazer doer o intangível e os inacessíveis labirintos dos nossos sentimentos.

Viver… explodir com as barreiras e absorver os mais inexplicáveis horizontes. Abrir mão dos caminhos seguros dentro do código social. Deixar para trás as formatações mutiladoras e jogar os dados com a morte, com a sorte. Dinamitar todas as possibilidades e seguir caminho por entre os escombros da realidade vigente. Sonhar além dos sonhos, dos traços já queimados no papel.

Que tal viver e não apenas existir? Que tal sofrer e não apenas cegamente sorrir? Que tal sentir e não apenas assimilar? Quais as nossas opções, meu amigo? Rumar traçados já experimentados, concordados? Ou implodir as bizarrices de nossas mentes e tornar sonhos mais que projeções além do horizonte?

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