Sol e Chuva

Se eu estivesse na linha de tiro,  atirava.
Esperava apenas alguns instantes…
Até que cessassem os sons sob o sol.

Aridez. Desdém.
Chamas intrépidas do sol imperador.

Andrajos e restos em ardor de sal…
Ventos secos, dilacerantes.
Navalha gelada no incêndio do dia…

Queima quieta a presa.
Torna reta a caçada.
Perde a graça a loucura.
E tudo volta a implodir.

Falsa sensação de loucura,
na loucura plena do dia-a-dia.

Reação do instinto bravio,
num rio cuja água não vinha, nem ia.

Poça largada à podridão,
revivida em chuva e poesia.

Até que a água, aos poucos, fluía, fluía…

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